Kit Abril/2019

Kit Abril/2019

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Blog - Kit do mês
- 09/04/2019 20:10:51

Olá, assinantes,

Este é o mês dos queijos grandes! Começamos pelo Canastra Real da fazenda Roça da Cidade. É sempre bom lembrar que Canastra é uma microrregião queijeira de Minas Gerais que contempla os seguintes municípios: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí, Vargem Bonita e São João Batista do Glória. Logo, para ser queijo Canastra tem que ser produzido em um desses municípios. Acontece que existem mais de 800 produtores naquelas bandas, por isso é interessante conhecer a origem do seu queijo. Mesmo dentro das limitações geográficas da região, os queijos podem ser bem diferentes. Alguns produtores, além do Canastra tradicional (que pesa entre 800 gramas e 1 quilo), fazem também o Canastra Real, uma peça maior, com cerca de 5 quilos. É o caso do João Carlos Leite, da Roça da Cidade. Produtor aguerrido, uma das principais lideranças da região e grande articulador político. Saindo de Minas rumo à cidade de Amparo, em São Paulo, apresentamos a fazenda Atalaia. Instalada numa fazenda que serviu à produção de café no século XIX, e liderada pelo casal Paulo e Rosana, a Atalaia fornece variados tipos de queijos, dentre eles, o Tulha (medalha de ouro na 29ª edição do World Cheese Awards) e o Figueira, que vocês estão recebendo agora. Também são peças grandes, em torno de 5 quilos. O outro grandão, maior de todos, é o Gruy, vindo lá de Goiás. Do mesmo produtor do queijo Alpino, apresentado mês passado. A família Gaehwiler é radicada no Brasil há 37 anos e produz algumas variedades com influência suíça. O Gruy pesa 10 quilos em média! Para balancear a turma dos grandões, nossa última apresentação é o queijo Bello, uma peça pequena, com cerca de 200 gramas. Um exemplar das belezas do processo de maturação e afinação. João Bello busca o queijo fresquinho com o Wellington Vieira (o Casquinha) lá em Cruzeiro da Fortaleza, na região do Cerrado mineiro, e leva para Belo Horizonte para fazer sua magia. Através de processos como lavagem da casca em salmoura e controles de temperatura e umidade, transforma o queijo, dando a ele uma nova identidade.
Esperamos que curtam a seleção!

 

 

 

CANASTRA REAL (MG) – Fazenda Roça da Cidade, cidade de São Roque de Minas. Queijo de leite cru de vaca. Maturação média de 90 dias. Casca firme amarelada, massa cremosa com possíveis olhaduras. Sabor intenso, com notas picantes e fundo doce.
 
FIGUEIRA EXTRA (SP) – Fazenda Atalaia, cidade de Amparo. Queijo de leite de vaca, maturação média de 100 dias. Casca firme alaranjada, textura semi macia. Olhaduras com pontos brancos de cristais de tirosina na massa. Sabor intenso e picante.
 
TULHA (SP) – Fazenda Atalaia, cidade de Amparo. Queijo de leite de vaca, maturação média de 12 meses. Casca firme amarelada, massa quebradiça. Inspirado no parmesão, com notas de sal e gordura. IMPORTANTE: os pedaços estão quebrados porque esse é o perfil do queijo. A ideia é comer pedacinhos soltos. Não é um queijo de corte liso.  
 
MANOEL (MG) – “Afinado” por João Bello, em Belo Horizonte. Originalmente produzido em Brejo Bonito, por Wellington Vieira, o “Casquinha”. Queijo de leite cru de vaca, maturação média de 30 dias. Casca coberta com carvão vegetal e pontos de mofo. Apresenta cremosidade acentuada, sabor delicado e aroma suave.
 
 GRUY (GO) – Sítio Pica pau, cidade de Corumbá de Goiás. Queijo de leite de vaca. Maturação média de 40 dias. Casca fina amarelada. Massa untuosa com sal presente. Sabor lácteo e com notas de castanhas. Inspirado na escola queijeira Suíça, feito por uma família Suíça radicada no Brasil
 
Conservação:
Manter na geladeira (parte menos fria), envolto em filme plástico ou papel manteiga. Retirar da geladeira e da embalagem ao menos meia hora antes de degustar. Para manter a umidade, também é possível armazenar em potes plásticos. Importante abrir o pote a cada 2 dias, para circulação do ar. Como um alimento vivo, mesmo em baixa temperatura, o queijo vai se transformando ao longo do tempo. Para degustá-lo com as características em que chegou a sua casa, sugerimos o consumo em até 1 mês. Isso não significa que os queijos estraguem depois disso, mas como vocês receberam, na maioria dos casos, um pedaço da peça, ou seja, com o interior já exposto, com o tempo ele vai perdendo umidade e pode ser invadido pelos microorganismos presentes na geladeira, podendo apresentar pontos de mofo. Basta retirá-los.
 

BOA DEGUSTAÇÃO!

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