Kit Julho/2020

Kit Julho/2020

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Blog - Kit do mês
- 04/07/2020 18:10:53

Olá, assinantes! Esperamos que todos estejam bem. Vamos aos queijos do mês!
Trouxemos novamente um representante da Canto Queijaria, que tem uma seleção incrível de queijos. O escolhido da vez foi o Aragano. Paulo e Mari já rodaram bastante por aí antes de se dedicarem aos queijos. Moraram em cidades grandes e até no exterior. Aí veio a tal “crise existencial”. Paulo explica: “Juntos começamos a questionar muitas coisas e repensar quase tudo sobre a nossa vida pessoal e profissional. Foi então que decidimos passar um período sabático em Nova Iorque. E foi lá, numa das cidades mais cosmopolitas do mundo, que estalou em mim a importância do campo, do alimento, da origem da nossa comida”. Resolveram retornar às origens da família do Paulo, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Eles já tinham história com a lida das vacas e do leite. A consequência dessa mudança foi a fundação da Canto Queijaria em 2019 com propostas bem autênticas.
Da Fazenda Atalaia, cidade de Amparo (SP), trouxemos o Mantiqueira. Paulo e Rosana vêm se dedicando aos queijos artesanais há 20 anos. A fazenda, com mais de 100, tem origem no cultivo do café, e algumas instalações originais estão mantidas até hoje para a cura dos queijos em condições naturais de temperatura e umidade. Produzem mais de uma dúzia de queijos de diferentes perfis.
De Tiradentes vem o Queijo da Lucia. Lucia trabalhou muitos anos na indústria de laticínios mas resolveu migrar para o campo artesanal. Começou vendendo leite mas logo percebeu que seria mais rentável trabalhar diretamente com queijo. Comprou 6 vaquinhas Jersey em 2011 e iniciou a produção. Como ela mesmo diz, “foram muitas produções até acertar a mão”. Mas o trabalho valeu à pena! Em 2016 foi considerado o melhor queijo minas artesanal pelo concurso anual promovido pela Emater-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura. Até então, em todas as outras edições, apenas queijos da Canastra tinham levado o prêmio. Como a produção do queijo é pequena, não é fácil conseguir o “Sabores do Sítio” (nome oficial). É quase uma raridade! Além da premiação mineira, Lucia também abocanhou uma medalha de bronze no concurso Mondial du Fromage, na França!
Também resolvemos explorar outros sabores da queijaria Bolderini, em Pindamonhangaba: Malacaxeta! Os Bolderini também são daquelas famílias que resolveram retornar às origens. Em maio de 2018, Felipe Bolderini e sua esposa Talita, 5ª geração da família no sítio, deixaram para trás suas carreiras na área industrial e iniciaram uma pequena produção artesanal de queijos, resgatando a tradição e, ao mesmo tempo, inovando em suas receitas.
Sempre bom revisitar os clássicos, não acham? Seguimos com Capão Grande, um legítimo Canastra. Como já dissemos aqui, essa microrregião queijeira de Minas Gerais contempla os seguintes municípios: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí, Vargem Bonita e São João Batista do Glória. Logo, para ser queijo Canastra tem que ser produzido em um deles. Acontece que existem mais de 800 produtores naquelas bandas, por isso é interessante conhecer a origem do seu queijo. Mesmo pertencendo à mesma área geográfica, os queijos podem ser bem diferentes. O Capão Grande é produzido em São Roque de Minas, pelo casal Solange e Carlos, quarta geração de produtores da família. Mais de 150 anos de história! O terroir da fazenda (que fica pertinho do Parque Nacional da Serra da Canastra) e uma queijaria super caprichada, recém reformada, dão o toque preciso nesse queijo tradicional!
Estreante no Clube, o Cabra Selvagem vem da queijaria Minas Cabra, em São Gotardo, no cerrado mineiro. A história da queijaria começa 20 atrás com o Sr. Luiz, um apaixonado por esses animais. Depois de rodar vários lugares do Brasil para estudar o tema, montou sua estrutura com a raça Saanen (aquelas bem branquinhas). Iniciou com a produção do leite, já que sua filha tinha alergia ao leite de vaca. Comercializava cabras pelo país e ensinava aos produtores sobre o manejo. Em troca, começou a aprender a produção do queijo e a família construiu sua própria queijaria. Há dois anos Sr. Luiz faleceu e coube a esposa, Joana, e ao filho Daniel dar prosseguimento a essa história de amor.  Fizeram cursos e amizades com outros produtores até chegarem num portfólio de excelência com o terroir do cerrado mineiro!
Fechando o time, o paulista Piazinho, mais uma das invenções do Erico, do sítio Pé do Morro, em Cabreúva, com inspiração europeia e criatividade brasileira. Ele largou o mundo corporativo e colocou o pé na estrada em 2015 para viver experiências do campo. Trabalhou numa vinícula na Argentina, uma queijaria nos Alpes Suiços e outra na Alemanha. Com essa bagagem e muito estudo, começou sua queijaria em 2016. Lá no sítio ainda acontece o projeto de produção de vinhos e azeites.

ARAGANO (RS) – Queijo de leite cru de vaca. Maturação média de 50 dias. Casca tomada por mofos naturais. Massa cremosa de sabor terroso, picante e intenso.

MANTIQUEIRA (SP) – Queijo de leite de vaca, maturação média de 60 dias. Massa compacta e untuosa, casca firme, alaranjada, sabor suave com leve dulçor no final de boca.

QUEIJO DA LÚCIA (MG) - Queijo de leite cru de vaca, maturação média de 30 dias. Casca amarelada com pontos de mofo branco, massa semi-cremosa com pequenas olhaduras, sabor lácteo com leve acidez.

MALACAXETA (SP) – Queijo de leite de vaca. Maturação média de 50 dias. Casca coberta com fina camada de mofos naturais. Massa cremosa e sabor suave.
 
CAPÃO GRANDE (MG) – Queijo de leite cru de vaca. Maturação média de 50 dias. Casca firme, amarelada, massa branca compacta. Aromas e sabores característicos da região da Canastra.
 
CABRA SELVAGEM (MG) – Queijo de leite cru de cabra. Maturação média de 90 dias. Casca firme e  rugosa, com pontos de mofos naturais. Massa compacta de sabor suave.  Segue a receita do tradicional “queijo minas artesanal”.
 
PIAZINHO (SP) – Queijo de leite cru de vaca e maturação média de 40 dias. Casca lavada, massa cremosa e sabor intenso. Inspirado no Reblochon, porém com toques autorais da queijaria Pé do Morro.
 
Conservação:
Manter na geladeira (parte menos fria), envolto em filme plástico ou papel manteiga. Retirar da geladeira e da embalagem ao menos uma hora antes de degustar. Para manter a umidade, também é possível armazenar em potes plásticos. Importante abrir o pote a cada 2 dias para circulação do ar.
Esperamos que curtam a seleção. Boa degustação!
 

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